“O lançamento do Plano de Proteção ao Cidadão, no final do governo, às vésperas da eleição, é um atestado do fracasso da política de segurança pública adotada por Wagner. Mas, antes tarde do que nunca”, disse o candidato democrata ao governo da Bahia, Paulo Souto, suspeitando do sucesso da iniciativa. Antecedentes do governo nessa área, segundo Souto, indicam o propósito meramente eleitoral do plano. “Em 2008, o governo fez o mesmo. Próximo ao pleito municipal, lançou o projeto Ronda nos Bairros, que não teve êxito”.
O ex-governador credita à ineficiência da gestão do atual governo o crescimento descontrolado da criminalidade em toda a Bahia nos últimos tempos. “O governo seguiu um modelo inadequado e ineficiente, possibilitando o aumento da taxa de homicídios a tal ponto que colocou Salvador à frente de cidades como Rio de Janeiro e São Paulo no ranking da violência”, criticou.
Na proposta democrata de segurança pública para o estado, Paulo Souto apresenta o plano emergencial de preservação da vida, com o objetivo de promover a imediata redução dos assassinatos nas localidades mais afetadas pela criminalidade no território baiano.
Uma das principais medidas para atingir esse objetivo serão as ações integradas de restauração da cidadania (AIRC). “Para retomar o controle de territórios com elevados índices de criminalidade, serão realizadas operações policiais integradas a programas especiais de saúde, educação, habitação, infra-estrutura urbana e inclusão econômica, associadas ao fortalecimento dos conselhos comunitários de segurança pública e da Polícia Comunitária”, explica o ex-governador.
A adequação territorial do policiamento também integra o programa. “A distribuição do efetivo e dos meios policiais será proporcional à população e às características dos diferentes territórios”, informa o candidato democrata, destacando ainda a implantação do policiamento preventivo dinâmico (PPD). “A presença policial em determinada área será definida a partir de informações fornecidas pelo Mapa do Crime na Bahia, instrumento de gestão a ser desenvolvido”.
O plano emergencial de preservação da vida prevê ainda ações de desarmamento, com o recolhimento intensivo e permanente de armas ilegais, além de projetos específicos voltados para a proteção da mulher, dos idosos e dos jovens.
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